domingo, abril 12, 2026

Oficinas de desenho - Literatura e Arte, Ana Pirolo expõe no Shopping Jardim Oriente



 

O Shopping Jardim Oriente de São José dos Campos reúne arte e literatura na exposição Histórias que a COR Conta”, da escritora e artista Ana Pirolo, que será de 10 a 18 de abril, na Praça de Eventos, em frente à loja C&A.  O evento e o estacionamento são gratuitos.

A exposição Histórias que a COR Conta” traz experiência lúdica e interativa unindo artes visuais e literatura. As pinturas exploram cores vibrantes, formas expressivas e elementos simbólicos que transitam entre as histórias de seus livros.

Cada obra é acompanhada por uma pequena micro-história, criando uma experiência poética que convida o público a olhar, imaginar e interpretar. A proposta da exposição é mostrar que, assim como os livros, as imagens também contam histórias, formando um conjunto visual que dialoga com diferentes públicos”, comentou Ana Pirola.

 

Além da exposição, o evento contará com oficinas de desenho. Confira:

 

Oficinas de Desenho – Metron Arte

Período: 10 a 18 de abril

Programação:

15h às 16h – Desenho livre

16h às 17h – Oficina de desenho orientado

17h às 18h – Desenho livre

18h às 19h – Oficina de desenho orientado

“Agregamos as oficinas de desenho com a Metron Arte para que as experiências para as pessoas que visitam a exposição sejam completas”, contou Gláucia Acciarito, gerente de marketing do Shopping Jardim Oriente.


O Shopping Jardim Oriente esta lozalizado na Rua Andorra, 500, Jd. América, São José dos Campos SP. 

Entrada franca

Estacionamento gratuito

No Mundo da Lua, e aqui na Terra. Por Marli Gonçalves


 

Não é de hoje que andamos vivendo é literalmente no tal Mundo da Lua. Distraídos, meio alheios ao tanto que acontece ao nosso redor, sem prestar atenção ao que aparece tão claro à nossa frente, inclusive aos perigos que avançam, como foguetes. Que começam, como dizemos, lá em cima, em quem está no topo da cadeia de comandos, muitas vezes, eleitos.

Como suportar silente tanta violência, tantas guerras, ameaças? O perigo claro de saber de um homem a cada dia mais desequilibrado e perigoso dirigindo a maior potência do planeta, ameaçando acabar com uma civilização, como disse com todas as letras, e praticamente nada acontecer de objetivo, a não ser umas declarações bem chinfrins e fraquinhas aqui e ali. Ficamos todos esperando com o coração aos pulos o relógio bater nove da noite, hora limite imposta, vendo o sobe e desce dos mercados, acompanhando como se fosse ficção o que se desenrolava. Aí aparece o anúncio de uma trégua tão frágil que não precisou nem de duas semanas para derreter; em algumas horas já era dúvida, tão mal combinada entre todos. Assustador, porque a escala está avançando – não só no Oriente Médio, mas nas esquinas do nosso continente. Assim seguimos para o próximo capítulo, próxima temporada, ameaça, devaneio, manchete. Claro, com muita gente ganhando dinheiro com tudo isso.

A natureza fica tentando mandar sinais de todos os tipos, e até São Paulo assistiu a beleza de um arco-íris duplo no amanhecer desses dias tensos, uma rara visão e formação nessa atabalhoada metrópole. Aqui onde a polícia mata, despreparada e assustada, por qualquer movimento em falso, como uma mão bater em um retrovisor de uma viatura. A mesma que protege o coronel feminicida destruidor de vidas, e pagando a ele caros soldos por entre as frágeis grades de cadeia especial.

Mas os tabefes vêm de todo os lados. Já está sabendo do documentário Netflix com a entrevista de uma risonha Suzane von Richthofen? Sim, aquela lá que planejou a morte dos pais a pauladas. Tá na boa: ganhou, dizem, meio milhão de reais, para dar entrevista, mostrar o filho. O atual marido ganhou para dar entrevista; quem mais falar ganhou também. Fora levar – digamos, cuidar do espólio – outros cinco milhões deixados por um tio falecido recentemente. Virou mesmo um ícone do crime, dessa nova modalidade de influencers que matam, roubam, seduzem, exploram, mentem, etc, etc, que essa lista é longa. A glamourização do mal.

Talvez tudo isso explique, enquanto continuamos passivamente no Mundo da Lua, porque tudo só piora. E, pelo visto, ainda planejam literalmente que em breve ocupemos esse tal mundo. Olha a gravidade. Precisaremos por os pés no chão antes disso.

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