segunda-feira, agosto 17, 2026

HL TALKS 2026 reúne especialistas para falar sobre treinamento nos esportes de resistência


 São José dos Campos recebe, no dia 22 de agosto (sábado), das 14h às 16h, a 4ª edição do HL TALKS 2026, encontro que reúne atletas, treinadores e profissionais de saúde para discutir temas que fazem parte da rotina de quem pratica corrida de rua, duathlon e triathlon.

O evento será realizado no Hotel Mercure SJC Colinas, no Jardim Apolo, e terá entre os convidados o cardiologista do esporte Dr. Marcelo Hirga. Formado pela UNESP Botucatu, o médico é especialista em Cardiologia Hemodinâmica e Terapia Intensiva e também atua nas áreas de Fisiologia do Exercício e Cardiologia do Esporte. São 28 anos de experiência na cardiologia e mais de duas décadas como triatleta amador.

A experiência de Hirga como médico e atleta será um dos pontos da conversa, que vai abordar a relação entre saúde cardiovascular, treinamento e os cuidados necessários para quem pratica esportes de resistência.

"Quando o médico entende de performance e o atleta entende de saúde, a vitória é treinar por mais 30 anos, não só para a próxima prova", disse Marcelo Hirga.

O HL TALKS chega à sua 4ª edição como Simpósio de Treinamento Esportivo e faz parte das ações da HL Eventos Esportivos voltadas a aproximar atletas, profissionais e pessoas que vivem o esporte também fora dos dias de competição.

Para o organizador Luiz Lobo, a proposta é ampliar a experiência dos participantes e criar um espaço para troca de conhecimento entre quem está envolvido com as modalidades.

"É o nosso quarto ano seguido realizando o HL Talks. A gente usa a seguinte frase: 'qual foi a melhor conversa sobre esporte que você ouviu recentemente?'. Esse evento é um bate-papo descontraído, rápido, das 14h às 16h, com um time muito bacana, serão dois triatletas daqui do Vale do Paraíba, sendo que um deles é profissional, um fisioterapeuta esportivo, uma nutricionista esportiva, dois médicos do esporte, e o legal é que esses quatro profissionais da saúde também são atletas. É algo realmente diferente. A ideia é que seja uma conversa leve, com uma linguagem acessível e tenho certeza que será interessante para todo mundo que gosta do assunto", declarou Luiz Lobo. 

Colocando em prática

Depois de um sábado de bate papo e troca de experiências, é hora de colocar o conhecimento em prática. No domingo, 23 de agosto, a partir das 6h30, São José dos Campos recebe a Corrida Super 5k e o Duathlon do Vale 2026, no Thermas do Vale, com percursos pela Via Oeste.

A Super 5k tem largada às 6h30, com provas de 5 km e 10 km. Já o Duathlon do Vale começa a partir das 8h, com três distâncias: Super Sprint, Sprint e Standard, nas categorias individual e revezamento (dupla).

As inscrições para as duas provas seguem abertas em www.hleventos.com, com vagas limitadas. Para quem já está inscrito e quer participar do HL Talks, basta acessar o link e fazer sua inscrição usando o CPF.

Como participar

Atletas inscritos na Super 5k ou no Duathlon do Vale 2026 têm participação gratuita no HL TALKS. Para confirmar a presença, basta validar a inscrição utilizando o CPF.

Quem não está inscrito nas provas também pode participar. Nesse caso, é necessário selecionar a opção "4º Simpósio de Treinamento Esportivo" no momento da inscrição.

Serviço

HL TALKS 2026 | 4º Simpósio de Treinamento Esportivo

📅 22 de agosto (sábado)

⏰ Das 14h às 16h

📍 Hotel Mercure SJC Colinas

Av. Jorge Zarur, 81, Jardim Apolo, São José dos Campos/SP

🎟️ Inscrições: www.hleventos.com

domingo, agosto 16, 2026

MAIS UNIÃO. PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO POR MARLI GONÇALVES


 

Quase uma conclamação: precisamos aprender a nos unir para tentar nos fazer ouvir, uma vez que pouco está adiantando solitariamente recorrer aos canais oficiais, e as barbaridades se aglomeram. Sou testemunha – tenho quase um “colar” de registros feitos, pedidos, à Prefeitura de São Paulo, que não deram em nada, no canal oficial Portal 156. Estão lá, todos até irritantemente marcados como atrasados, por exemplo, um, em 894 dias; outro, em 119 dias. Esse automático deles sabe contar, mas não resolver. As administrações regionais aqui da cidade tomadas como feudos eleitorais e partidários.

Semana passada, em uma exposição de arte – aliás, imperdível, de Alex Flemming no Palacetes da Sé, Centro velho de São Paulo, um espaço histórico – encontrei um amigo, e depois outro que passava se juntou à conversa; não se conheciam. Chamou a atenção a confluência de preocupações e a mesma descrença em obter atenção para o cotidiano. São Paulo tem sérios problemas de zeladoria, de desrespeito às regras mínimas, falta de fiscalização. Já era ruim, mas agora e além disso com a transformação imobiliária desmedida em todas as regiões, beira o insuportável.

Ah, claro, ouviremos que há fiscalização. O que parece apenas provar que – e de forma evidente - se há fiscais, a corrupção continua campeando, e que muitos comerciantes e empresários ainda preferem molhar mãos do que pagar multas ou resolver os problemas.

Acompanho há tempos, pelas redes sociais. Um desses amigos, morador no Centro, está até rouco de tanto reclamar do barulho, de festas madrugada adentro no seu vizinho Edifício Itália, as gigantescas concentrações e shows no Vale do Anhangabaú, da balbúrdia dos bares na praça Dom José Gaspar. Essa lista vai longe. Outro dia viu sendo cimentado o pé de uma árvore, e quando interviu, ouviu o que eu também estou cansada de escutar (e obviamente revidar, no tom merecido), “o que é que ele tinha a ver com isso?”.

É assim sempre. Com o perigoso sabão jogado no passeio, como se todos gostassem de cair ou ficar com pés molhados pelas mangueiras, ser atropelados ao seguir pela rua. O desaforo dos motoqueiros, ciclistas e etc. na contramão, furando faixas. O absurdo dos bueiros tampados pelo cimento despejado das obras. O lixo espalhado e em árvores. A privatização dos espaços públicos com parklets, cada vez maiores e que viraram extensão de mesas de bares e restaurantes. Desrespeitos à Lei Cidade Limpa. Ih, a lista é interminável. Tudo perto de nós, na porta de nossas casas.

Não devemos, acredito, sermos poucos a notar ou atingidos. A imprensa engole notas oficiais vazias quando instada a denunciar. Precisamos de mais, nos unir, nos juntar, fazer “barulho”. Aliás, para tudo. Lembrando que em tempos eleitorais “eles” não gostam de ser expostos – quem sabe consigamos soluções? Não custa tentar.
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- MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, com passagens por alguns dos principais veículos, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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