segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Centro Universitário ETEP inicia as aulas de 2026


 


O Centro Universitário ETEP, com sede em São José dos Campos, deu as boas-vindas aos alunos ingressantes do primeiro semestre letivo e aos calouros de 2026.

 A recepção foi conduzida pelo reitor, Prof. Dr. Edson Querido, durante a Semana Acadêmica, realizada no início de fevereiro.

Os novos estudantes aproveitaram o período para se familiarizar com o campus, conhecer os professores e iniciar a integração com os colegas.

Na graduação, as Engenharias (Mecatrônica, Produção, Industrial Mecânica, Aeronáutica, Computação, Elétrica e Mecânica) lideraram a procura, evidenciando a tradição da ETEP na formação de profissionais altamente qualificados nas áreas tecnológicas e industriais. Também se destacaram os cursos de Direito, Biomedicina, Pedagogia, Psicologia e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, alinhados às demandas do mercado de trabalho. O novo curso de Enfermagem registrou expressiva adesão já em seu lançamento, consolidando a expansão estratégica da instituição na área da saúde.

Nos cursos técnicos, as maiores demandas foram para Mecatrônica, Eletrônica e Mecânica.

“Estamos preparados para este novo semestre, que com certeza promoverá muito aprendizado e visão de futuro. A ETEP tem a tradição de boa empregabilidade para seus formandos”, comentou o reitor Edson Querido.


A ETEP está localizada na  Av. Barão do Rio Branco, 882. Jardim Esplanada, São José dos Campos. 

Atendimento: Segunda a Sexta: 9h às 21h.

PENDURICALHOS, BALANGANDÃS E OUTROS BABADOS POR MARLI GONÇALVES


 

Aqui é mesmo Carnaval o tempo inteiro. Sacode. É visível a alegria dos jornalistas noticiando o breque aos penduricalhos dos poderes, incluindo o Judiciário, nas últimas sentenças do ministro Flávio Dino, uma das novidades mais recentes do STF (instituição que cada vez mais não nos falta como fonte de notícias). Uma das primeiras vezes que eu me lembre que o “juridiquês” é claro como água. Todo mundo entende, já sabia, está adorando ver expostos os ganhos adicionais de castas, que ultrapassam qualquer limite do razoável: os penduricalhos, assim descritos. Quem os defende, quem ganha, quanto ganha, como ganha, quem os inventa, auxílio-peru, auxílio panetone, licenças-prêmio, ajudas quase divinas que nem comprovar conseguem.

Flávio Dino realmente tem um perfil diferenciado. Haroldo Lima, que a pandemia matou em 2021, um dos meus maiores e antigos amigos, ex-guerrilheiro, ex-deputado constituinte, entre tudo o mais que viveu, sempre me dizia que Dino era especialmente inteligente, e o que é melhor, com humor, como o descrevia contando suas histórias. Haroldo convivia direto com ele, era dirigente do PCdoB, partido ao qual o ministro pertenceu durante anos. Agora vejo o quanto Haroldo tinha razão. Dino animou ainda mais o nosso Carnaval.

Mas não foi o único. Lula se superou na Avenida, beijando, na Sapucaí, um a um, os pavilhões de todas as escolas do dia que a Acadêmicos de Niterói o homenageava com o desfile e samba-enredo do qual ouviremos certamente falar durante muito tempo e até depois das eleições presidenciais previstas para outubro. Tentava mostrar imparcialidade. Desceu várias vezes à Avenida, creio até que um pouco para fugir do mau humor da primeira dama, Janja, que chegou toda pronta para desfilar, mas foi convencida de que não deveria para não piorar ainda mais a situação, e como se isso fosse possível àquela altura. Uma breve leitura do samba-enredo, que dificilmente não passou pelo crivo do Planalto, deixa qualquer um com dificuldade de defender que aquilo não foi uma forma de propaganda. Com um “quase” de oficial.

Uma trapalhada evitável – ou ao menos poderia ter sido melhor disfarçada - que juntou alas e alas de ode ao líder que, segundo o enredo, só fez o bem, nunca teve problemas ou questionamentos; aliás, nem preso foi. Censurar, jamais, mas que a puxada e a deselegância de tratamento de alguns temas foram excessivas não há como negar. Não era um bloco despojado desfilando por aí com eleitores e foliões travessos; naquele momento era uma Escola do Grupo Especial, que acabou, ainda por cima, despencando de novo, rebaixada, para gáudio (mais um) dado de graça aos opositores. Que inclusive se ofendem por muito menos.

Bem, dizem que é agora que o ano começa, embora há muito isso não seja mais verdade, e este já se mostra bem animado e perigoso. Nós, que não ganhamos penduricalhos, vamos continuar sambando, balançando nossos balangandãs por aí.

- PS: Tive o prazer de ser a autora dos textos do maravilhoso livro de pesquisa e imagens da fotógrafa Catherine Krulik, Carnavais do Brasil, da Grão Editora, 2010, trilingue. Lá dá para ver a beleza de todos os carnavais que festejamos. Que não são poucos.


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