domingo, julho 26, 2026

João Violeiro e Soares Viola abrem o show do cantor Sergio Reis e se apresentam neste domingo no Revelando São Paulo





                     




A música sertaneja sempre esteve presente na história de milhares de brasileiros, acompanhando por décadas nossos  pais, avós , tios, famílias interligadas, à cultura e a tradição da vida rural que marcou gerações e que seguem até hoje, inspirando grandes vozes que atingiram o auge do sucesso , levando para o público a autêntica música sertaneja.    
  
A dupla João Violeiro (João de Souza Sobrinho) e Soares Viola (Wallace Condes Soares) consolidaram em 2023 sua carreira, levando ao público,  o autêntico sertanejo raiz e a tradição da viola caipira. 
A viola caipira é uma das maiores referências, da cultura musical sertaneja raiz, do País,  que atravessaram Estados para chegar as casas de quem através do rádio ou da televisão, assistiam e ouviam a junção de voz, viola , o dom de cantar e encantar.
  
O primeiro show  da dupla aconteceu em 15 de julho de 2023, durante a tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo, marcando o início da trajetória artística da dupla.

De acordo com o violeiro Soares, no começo da carreira, a dupla apresentava -se com o nome João Viola e Wallace Sertanejo e a  após a primeira apresentação realizada  na Casa de Cultura Caipira Zé Mira, uma das maiores referências da cultura caipira no Vale do Paraíba,  e por sugestão do locutor Silas Ribeiro, passaram a utilizar o nome 
"João Viola e Wallace". 

Após uma votação realizada nas redes sociais, foi escolhido o nome João Viola e Serrano, adotado em 2024 e utilizado por cerca de dois anos durante suas apresentações.

Recentemente, devido a questões de direitos autorais  a dupla passou a se apresentar oficialmente como João Violeiro e Soares Viola, identidade que representa a nova fase de suas carreiras rumo ao sucesso.

Presença constante nas Rodas de Viola da Casa de Cultura Caipira Zé Mira, a dupla vem conquistando espaço em importantes eventos da cultura popular. 
Em 2026, realizou sua primeira apresentação na tradicional Festa do Mineiro, no Parque da Cidade, em São José dos Campos e esta semana  abriu o show do cantor Sergio Reis no Revelando São Paulo, , em São José.

Trajetória

Soares Viola ainda nos contou que o saudoso mestre Zé da Viola o ensinou a tocar e traz consigo ate hoje os bons momentos e aprendizados.
O violeiro participou de outros grupos como a Comitiva Pinho de Ouro em 2014 com um grupo de jovens violeiros e fez parte da orquestra Piraquara de Viola Caipira da cidade.
Em 2018 o artista formou seu primeiro Grupo de Tradição Sertaneja que teve suas atividades encerradas devido a pandemia.

Neste domingo a dupla estará se apresentando à partir das 11h no Revelando São Paulo, tradicional desta que acontece no Parque da Cidade.

Os interessados em contratar a dupla para shows e apresentações pode entrar em contato através do whtassap (12) 99637-5172 Soares Viola ou (12) 99190-6158

Instagram: @joao_violeiro_e_soares
    

sábado, julho 25, 2026

EMBALAGENS BRASILEIRAS:TORMENTO


 

Nunca entendi porque são tão ruins as embalagens de tantos e certos produtos, não funcionam, são difíceis de serem abertas, lidos os seus rótulos, conservadas. Você já deve ter proferido muitos palavrões ao tentar abrir algumas delas.

Faca, facão, faquinha – que precisa ter de todos os tamanhos. Dentes fortes. Canivete, tesoura afiada, luvas, vapor – e calma, muita calma. Calmíssima. Concentração. Criatividade. Racionalidade e muita força de vontade para não desistir. Aliás, não desistir, não se machucar, não continuar com fome e, muito menos, você, mulher, evitar ir atrás de algum “homem” ou chamar o porteiro. A autossuficiência no caso de algumas embalagens precisa desse armamento. Ah, acrescente, se possível, uma boa lupa ou seu habitual óculos de grau. Admito que um bom treinamento de força pode ser útil para enfrentar o problema.

Eu poderia estar aqui falando do tarifaço, do caos habitual do transporte público, daquele candidato da familícia que só escorrega, do horror dos crimes, do absurdo do bebê que morreu entalado numa grade da creche sem ninguém ver, dos bêbados assassinos no trânsito. Do frio, do calor, do El Niño. Assuntos não faltam, bem sabemos. Mas as embalagens tomaram a frente. Outro dia conversando com uma amiga que está com sérios problemas de visão, o tema veio, lembrando de quantas delas, embalagens, têm rótulos ilegíveis, tipo fontes diminutas brancas no amarelo. Inclusive – aproveitando já que é reclamação – as plaquinhas nos pontos de venda que, para a gente saber o preço precisa sambar ou rezar, estão a cada dia menores e mais confusas. Você acha que vai pagar uma coisa no caixa, mas era outra: precisava comprar três produtos da mesma marca, sabor, escambau, ou fazer parte - registrada, app, cartão - de algum clube de descontos, sem piscina.

Nem sempre são embalagens de alimentos. Já tentou abrir o invólucro do enxaguante bucal Listerine? Vamos lá. É uma trava. Você olha o desenho – até parece fácil. Aperte para baixo, pressione, rode. Boa Sorte! Pior é que para conservar, acredite, não pode deixar a tampinha já meio soltinha para facilitar. Se esquecer, baubau.

Mas tem muitas embalagens dignas de nota. Zero, claro. Os sachês, os enlouquecedores sachês, aqueles de ketchup, mostarda, maionese. Corte aqui, abra aqui. Abracadabra! Ficou bonita sua roupa manchada, colorida? Não me diga que quebrou o dente tentando ou desistiu de usar no seu sanduíche. Sei como é que é.

Biscoitos e fitinhas vermelhas...Quer um conselho? Vai direto na faca. O mesmo com pacotes de salgados e outros com aquele vinco atrás que requer um certo capricho no momento de juntar e abrir para, digamos, o conteúdo não sair voando.

Enfim, imagino que tenha muitos outros exemplos, e já esteja listando enquanto lê. Torço para que não tenha quebrado a unha, se cortado ou torcido o braço tentando abrir algum vidro, pote, ou alguma lata de conserva com aquele ferrinho; torço também para que o seu abridor de latas esteja bem afiado e você tenha bastante esmero em dar a volta completa.

De vez em quando precisamos falar sobre isso, talvez tema para as eleições? Por que as nossas embalagens são tão ruins?
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- MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, com passagens por alguns dos principais veículos, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br