domingo, setembro 04, 2022

O golpe se afunda no mar com Carlos Brickmann


 

A manobra parecia fantástica: um comício de Bolsonaro em Copacabana que, como é 7 de Setembro, seria chamado de festa cívico-militar de 200 anos da Independência. Esquadrilha da Fumaça no ar e, no mar, navios de guerra da Marinha, incluindo o primeiro submarino produzido pelo Brasil, que acaba de ser incorporado à frota, o Riachuelo (ver nota abaixo). Os malucos pedindo golpe e vídeos mostrando ao fundo o poder militar.

Só que não: neste ano, a Operação Unitas, treinamento naval realizado por 21 nações, ocorre no Brasil, a partir de 10 de setembro. Os Estados Unidos se ofereceram para participar do desfile naval da Independência, com uma flotilha comandada pelo porta-aviões nuclear Ronald Reagan, um dos mais modernos do mundo. Porta-aviões não anda sozinho: caças e navios o protegem o tempo todo. Outras 19 nações aderiram à festa da Independência, entre elas duas potências nucleares, França e Reino Unido, países vizinhos como Paraguai, Peru, Uruguai, Chile, Colômbia, nem todos bem-vistos por Bolsonaro. Será um belíssimo desfile naval para quem for a Copacabana. E não haverá muita chance para fazer com que tudo pareça apoio militar para uma aventura golpista. Mas será a demonstração de um feito tecnológico dos estaleiros da Marinha, a entrada do Brasil no restrito grupo mundial de construtores de submarinos. Vale cumprimentar os profissionais da Marinha.

Quanto a uma eventual tentativa de golpe, pode ficar para depois.

Detalhe

Até o final de agosto, a Operação Unitas deveria envolver 20 barcos de guerra, um submarino e 21 aviões, mobilizando 5.500 militares. Mas só o Ronald Reagan tem 3.200 oficiais e marinheiros (não se sabe quantos estarão a bordo durante o desfile), e pode transportar 90 aviões e helicópteros, tripulados por 2.480 militares. Há ainda um número desconhecido de navios de combate e de submarinos nucleares para sua proteção.

Mas falemos da França: Bolsonaro já destratou diplomatas franceses, Paulo Guedes já disse que a França “está ficando descartável”. Mas são os franceses do Naval Group os parceiros de tecnologia naval que dialogam amigavelmente com o almirante de Esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Profissionalíssimo.

Mundo pequeno

Hoje, quem produz submarinos nucleares são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Inglaterra, França, Rússia e China), mais a Índia. Por que o Brasil quer um? Para evitar problemas nas 200 milhas de mar territorial (que incluem campos de petróleo submarino) e que o Brasil quer estender por toda a placa continental, algo como 300 milhas. Bloqueio? OK: o Brasil terá um submarino mergulhado sabe-se lá em que lugar, com armas convencionais, mas que podem causar grandes problemas ao inimigo.

Os EUA não querem problemas e não cederam tecnologia – nem os ingleses, cujo império inclui as ilhas Falkland/Malvinas, que uma ditadura argentina já invadiu há alguns anos. No Ocidente, restou a França, que oferece tecnologia de submarinos convencionais e nucleares. Bolsonaro é grosseiro? Sim; mas para os franceses, Bolsonaro passa e o Brasil fica. O Brasil é um antigo aliado; é vizinho de território francês, a Guiana; tudo dá para negociar.

O x do problema

O casco do submarino nuclear brasileiro, de alta tecnologia, está pronto. São na verdade dois cascos, separados por um campo magnético e que não podem se encostar. O reator é de desenho brasileiro. Faltava fazer com que o gerador fizesse o submarino se movimentar (isso é o que Bolsonaro pediu a Putin, que logo em seguida passou a enfrentar o desafio ucraniano). Isso foi resolvido pelos próprios franceses. Agora é o Brasil ter recursos para montar um laboratório específico e fazer outros investimentos. Se tudo correr bem, espera-se que o submarino nuclear fique pronto para os testes em 2030.

Tá faltando um

O Brasil não perde oportunidades de perder oportunidades. Quem tocava o projeto do submarino nuclear era o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que foi apanhado no turbilhão lavajatista e exposto de tal maneira que o projeto foi paralisado. Perdeu-se muito tempo e se prejudicou o trabalho de um homem honrado – ao mesmo tempo que se prejudicou um grande projeto. Seria uma bela homenagem convidá-lo para assistir à apresentação ao povo do submarino Riachuelo, que ele tanto lutou para produzir.

Salve as eleições

Incrível, há quem não goste de democracia. Não fossem as eleições, não veríamos uma firme garantia de renda mínima, não haveria baixa de preços de combustíveis, não presenciaríamos todos os candidatos propondo algum tipo de combate à fome e à insegurança alimentar. Não se sabe se o eleito vai cumprir as promessas, mas pelo menos há algo que se cobre dele. Quem sabe algum dia alguém se convença de que é possível ao Estado gastar menos?

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sábado, setembro 03, 2022

Feira Mundial de Artesanato chega no Blue Med Convention Center em Santos









 


Novidades à vista!!!!

Acontece de 02 a 11 de Setembro de 2022, a 18ª Feira Mundial de Artesanato , no Blue Med Convention Center em Santos.

A feira reunirá mais de 150 expositores do artesanato nacional e internacional, contando ainda com diversas variedades dentre elas embutidos e vinhos do Sul do País.

O Blue Med Convention está localizada na Pr.Almirante Gago Coutinho, 29, na Ponta da Praia.

Horário de funcionamento de Segunda à Domingo, das 15 h às 21 h.

Entrada R$ 10,00 (Mas tem o voucher que apresentando no celular a entrada será liberada)

 


terça-feira, agosto 30, 2022

Pelejas Nacionais e a Palma de Nossas Mãos com Marli Gonçalves


 



Foi aberta a temporada oficial das pelejas eleitorais, e ainda além das nossas muitas pelejas do dia a dia. Agora não adianta nem tentar fugir porque elas entrarão por todos os canais, os da tevê aberta, de comunicação, nas redes sociais e os de nossos sentidos. Vamos esbarrar nelas, mesmo tentando delas se esquivar.

Está no ar. Vão nos aborrecer, fazer torcer por alguns, ajudar-nos a escolher, e inclusive até nos divertir muito porque lá vem aquele desfile de gente muito estranha, com nomes e até codinomes, apelidos, anexados como patentes, religião e profissões, propostas absurdas e algumas ideias escalafobéticas.

Parece simples, mas não é bem assim. No próximo dia 2 de outubro, primeiro turno que - tomara - seja o único, para acabar logo com essa aflição toda, teremos cinco decisões a tomar, cinco vezes para ouvir o tilintar da urna: eleger presidente (a), governador(a), senador(a), deputado (a) estadual e deputado(a) federal. As coisas andam tão polarizadas que até é possível que apenas a partir de agora muita gente se dê conta de prestar mais atenção, mesmo nas fugidias imagens de segundos de alguns dos que pretendem conquistar nossos votos, e nem eles mesmos sabem bem o que estão fazendo ali, na sopa de letrinhas dos partidos, federações, cotas, uniões e acordos.

É preciso entender que todo o processo eleitoral é importante, complexo, que não adianta achar que escolhendo só o presidente poderemos mudar alguma coisa, porque o buraco é bem mais embaixo, ou melhor, lá em cima. São interdependentes. São quadrados que precisam ser bem preenchidos. Com consciência nacional, e que ainda parece que não aprendemos, pela falta de cultura política.

Ficamos aqui de fora assistindo os debates, confrontos, o cara a cara, as entrevistas, torcendo para que um massacre o outro, mas não é jogo de futebol. Temos de escalar um time completo, mas para entrar em campo a partir do ano que vem, com condições de enfrentar a perigosa situação e momento que nos encontramos, poucas vezes vista tão desorganizada em todos os campos, tanto éticos, como sociais, ambientais, econômicos.

O Brasil precisa tomar consciência do tamanho dessa responsabilidade que até aqui parece esquecida, como se tal peleja fosse apenas entre duas pessoas. São muitas. É necessário que a representação de cada um de nós se espalhe pelas casas legislativas, hoje tomadas pelo que há de pior, que veio de carona no mesmo barco do ser que nos atormenta nos últimos quatro anos, trazendo para o poder o ódio e um grande número de elementos execráveis, vergonhosos, perigosos, incluindo a própria família.

Quando escolhemos o presidente ou o governador de nossos Estados para os cargos executivos essa alavanca já começa a ser acionada.

As pelejas nacionais já vêm se dando de forma assustadora não é de hoje, e entre todos os Poderes, especialmente envolvendo o Judiciário, obrigatoriamente acionado para coibir abusos, dar sequência à lei e à ordem, como guardião da Constituição, juiz das partidas. Também aqui colhemos muitas dúvidas, abusos, interpretações que dão espaço a intermináveis discussões se um está ou não invadindo a seara de outro nesse momento delicado, se há abusos contra a liberdade de expressão de golpistas ou censura prévia a condições, planos, pensamentos e financiamento de atitudes que até já vivemos e perigos que apagaram a luz do país por longos e tenebrosos 21 anos.

Pelejas são complexas, árduas, cansativas. Mas típicas da democracia, a palavrinha que temos de defender acima de tudo. Na expressão popular há a expressão cobertor peleja, aquele que não é completo – ora deixa os pés descobertos, ora a cabeça. É aquele cobertor de tecido grosseiro, em geral doados, e que aqui em São Paulo vemos diariamente sendo largados ou arrastados nas ruas por necessitados sem teto ou pelos viciados da Cracolândia, inclusive alguns dos muitos problemas que esperam soluções enquanto as tais autoridades que escolhemos pelejam entre si.

Vamos tentar decidir melhor quem serão esses contendores. Está em nossas mãos as letras que escolheremos. No dia da eleição, levemos na palma delas o poder e a decisão. E já que a moda parece que está lançada, para agilizar as mudanças, a cola escrita com os números dos candidatos bem escolhidos.

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foto marli julho 22 MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano - Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

quinta-feira, agosto 25, 2022

O caminho das pedras com Carlos Brickmann


 

A determinação do ministro Alexandre de Moraes, de investir contra oito empresários bolsonaristas de porte, parece estranha: por mais golpistas que sejam suas opiniões, eram divulgadas entre amigos, num app particular, de conversa, sem sinal de articulações externas, exprimindo pensamentos, não ações. É uma conversa entre amigos, só que por escrito. Por que uma reação tão dura do ministro? Será legal invadir uma conversa particular e utilizar o aparato de força à disposição da Justiça contra quem apenas dá sua opinião? A este colunista parece censura. Mas este colunista nada entende de Direito.

Há, apesar das aparências, duas coisas pouco habituais. A primeira é que a conversa entre os empresários não era assim tão privada, tanto que vazou para um dos colunistas mais importantes do país, Guilherme Amado, do Metrópoles, de Brasília, que alcança ampla (e merecida) repercussão. Quando Amado divulgou alguns posts, mais de 50 empresários deixaram o grupo. Um empresário dos que sobraram defendia o uso da mentira em favor de Bolsonaro, pois estava em guerra contra o eventual retorno de Lula e PT.

A segunda é que Alexandre de Moraes não ordenaria busca e apreensão sem ouvir um amigo ponderadíssimo, o ex-presidente Michel Temer. Não é difícil supor que, tendo as mensagens vazado, Moraes aproveitou a chance para verificar se os oito empresários não estão por trás do financiamento das fake news, ou até articulando ativistas dispostos a tudo para dar o golpe.

A lista dos atingidos

Os empresários submetidos à busca e apreensão são José Isaac Peres, da rede Multiplan de shopping centers; André Tissot, grupo Sierra; Luciano Hang, Havan; Meyer Nigri, Tecnisa; Marco Aurélio “Morongo” Raimundo, Mormaii; Ivan Wrobel, Construtora W3; José Koury, Barra World Shopping; e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Todos têm condições para reagir à medida e, caso a comprovem ilegal, de criar problemas para Moraes.

Vai negar

Se o caro leitor confia 100% em Bolsonaro, deve pular para a nota abaixo, em vez de se irritar. Mas é verdade: no início de semana, Bolsonaro contratou um marqueteiro, cujo nome ainda não foi possível apurar, numa tentativa de buscar as intenções de voto que o separam de Lula. Se o presidente tomar conhecimento desta nota, irá desmenti-la. O marqueteiro era reivindicação antiga de Flávio, o filho mais velho de Bolsonaro e o mais enfronhado na política.

A ideia até agora era vetada por Carlos, o filho 02, que confia mais em suas ideias de desconstrução da imagem dos adversários. Não foi possível apurar se Carluxo concordou com a contratação (desde que não interfira no seu trabalho) ou se foi vencido. Se foi vencido, logo reclamará em público.

Falou e disse 1

O presidente Bolsonaro já disse publicamente, em 25 de abril de 2019, que o Brasil “não poderia ser um país do mundo gay, de turismo gay, pois temos famílias”. Complementou: “Quem quiser vir ao Brasil fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.

Falou e disse 2

Lula preferiu um comício: “Mão de homem não foi feita para bater em mulher. Quer bater em mulher, vai bater em outro lugar, mas não dentro de sua casa ou no Brasil, porque nós não podemos aceitar mais isso”.

Falava e dizia

Lembra de Sebá, codinome Pierre, último exilado ainda na Europa depois da anistia? Sebá, de Paris, telefonava para sua mulher Madalena, que lhe contava as últimas novidades – inclusive a inflação galopante, que a impedia de comprar a passagem de volta. Imagine Sebá, hoje, sendo informado de que Alckmin é vice na chapa de Lula e circula com bonezinho do MST. Ou de que o responsável pela Infraestrutura no Governo Dilma, Tarcísio de Freitas, é o candidato do presidente Bolsonaro a governador de São Paulo. Nem Tarcísio deve ter acreditado, mas pegou um bom mapa e descobriu que no Brasil há um Estado com esse nome.

Temos também um caso bom no Paraná. Lá, o ex-juiz Sérgio Moro, que foi ministro de Bolsonaro e saiu atirando, que é tratado como traidor pelo presidente, tenta voltar ao velho e confortável abrigo: diz que ele e Bolsonaro “têm o mesmo adversário”.

Como diria Sebá, “Qu’est-ce que c’est, Madalena? Não quer que eu volte, arrumou outro? Seja franca, amancebou-se?”

Tela quente

Nesta semana, entrevistas no Jornal Nacional com os candidatos à Presidência. Na quinta, Lula; na sexta, Simone. No domingo, debate, o primeiro da campanha, organizado por UOL, Folha de S.Paulo, Rede Cultura e Rede Bandeirantes, às nove da noite. Pela primeira vez, se ninguém fugir da raia, Bolsonaro e Lula se defrontarão. Nas pesquisas do início da semana, da FSB/BTG, Lula lidera com 45% - o mesmo índice anterior. Bolsonaro subiu 2 pontos, ainda na margem de erro, e tem 36. Ciro caiu de 8 para 6%.

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terça-feira, agosto 16, 2022

Feira Cantinho do Artesão no Shopping Butantã você encontra opções de presentes para todos os gostos






























 

Presente para todos os gostos e que cabe dentro do bolso, você pode encontrar na Feira do Cantinho do Artesão localizada no Shopping Butantã em São Paulo.

Inaugurada em 03 de dezembro do ano passado, a Feira Cantinho do Artesão trouxe à região, um novo espaço diferenciado para quem ama artesanato.

Com aproximadamente 37 expositores, você encontra produtos de diversos segmentos e preços a partir de R$ 10,00.

Para quem quer presentear alguém especial, para quem gosta de decoração, para as crianças e até para seu PET.

Na Feira do Cantinho do Artesão, você encontra acessórios, decoração, moda, artigos infantis, cuidado e bem-estar e muitas variedades!

A exposição é realizada no subsolo e no 1ºpiso todas as sextas e sábados das 10:00 às 22:00 horas, aos domingos e feriados o atendimento é feito das 14:00 às 20:00 horas.

O Butantã Shopping esta localizado na Av Professor Francisco Morato,2718

Venha conferir a infinidade de lembranças com amor em cada peça!

  

segunda-feira, agosto 15, 2022

O Dia Seguinte com Carlos Brickmann




 


A bola de cristal deste colunista não falha: não importa quem ganhe as eleições, suas previsões se realizarão, e logo. Não adianta chorar: a vitória das fardas ou dos macacões, em ambos os casos sem uso, não muda os fatos.

O número de ministérios vai aumentar. As despesas também.

Vai subir o salário dos ministros do Supremo dos atuais R$ 39,3 mil para algo como R$ 46 mil. Como os vencimentos dos ministros do STF são o teto dos salários do funcionalismo, todos ganham aumento automático. Já o caso de supersalários, como o dos funcionários de estimação que ganham muito mais que isso, fique tranquilo: os penduricalhos continuam de pé.

Seria uma injustiça discriminar o Poder Legislativo. Os senadores vão para uns R$ 37 mil, perto de 10% de aumento. A bola de cristal está meio embaçada e não mostra claramente para quanto vão os deputados – mas terão o deles, isso é seguro. E os servidores do Parlamento também terão o deles.

Com feijão a quase R$ 10,00 o quilo, alguém pode imaginar o Auxílio Brasil subindo. Mas nesse caso é preciso fazer economia: o Auxílio Brasil de R$ 600,00, por lei, só será pago até dezembro. Aí já passou a eleição, aí ninguém mais está pedindo voto. Quando houver outra eleição, quem sabe?

Este colunista não seria ousado a ponto de dizer que todo mundo cuida do dele logo após a eleição, para não pegar mal com o eleitorado. Nem que, após o voto, não é preciso gastar com o eleitor. Pura coincidência, claro.

O retrato atual

Pesquisa é o retrato do momento, que serve mais para orientar campanhas do que para qualquer outra função. Só há uma pesquisa infalível: a contagem dos votos após as eleições. Quem acha que estar bem na pesquisa significa vitória garantida pode ter más surpresas. Nesta semana, Lula continua na frente, mas Bolsonaro cresceu bem e dá sinais de que pode colher mais frutos do Auxílio Família turbinado, da Covid em ritmo bem mais lento e com índice menor de letalidade, e até de certas iniciativas legalmente discutíveis, como, por exemplo, o uso de desfiles militares para mostrar força.

Fazem parte do jogo. Reclamar em vez de fazer campanha é aceitar que perdeu. A pesquisa Quaest mostra Bolsonaro crescendo em Minas e São Paulo, com rejeição ainda alta, mas um pouco menor, e a aceitação em alta.

Fala quem sabe

O deputado mineiro André Janones, que não decolou como candidato à Presidência e decidiu apoiar Lula, entende bem de mídias sociais. Seus dois comentários sobre a última rodada de pesquisas: (1) “Diferença entre Lula e Bolsonaro cai de 18 para 9 (em Minas) com apenas dois dias de auxílio de R$ 600,00. Ou a esquerda senta no chão da fábrica para conversar com os operários ou já era. Detalhe: o chão da fábrica atualmente são as redes sociais, em especial o Face”. (2) O povão, a massa, aqueles que decidem as eleições, não entendem o linguajar da elite intelectual que leu a Carta hoje.

O pedreiro, a doméstica, o garçom também querem escrever uma Carta, porém não têm quem leia. E, se ninguém ouvi-los, Bolsonaro será reeleito. Printem e me cobrem”. O caro leitor não conhecia Janones? Pois ele é bem conhecido por oito milhões de seguidores no Facebook, dois milhões no Instagram e 1,4 milhão no YouTube. E é muito ouvido por caminhoneiros.

Lula se mexe

Lula conhece bem uma campanha eleitoral. Até agora jogou parado, montando alianças que irão ajudá-lo na disputa. E, depois de amanhã, com o início oficial da campanha, vai para as ruas. Para ele, confrontar o golpismo atribuído a Bolsonaro foi um triunfo; mas agora é hora de falar em barriga e bolso, em Economia. Lula inicia sua movimentação com visitas a portas de fábrica em São Paulo. Basicamente, deve dizer que, com Bolsonaro, a vida piorou, o fantasma da fome volta a assustar alguns milhões de famílias. E, apesar da deflação de junho, o preço dos alimentos segue em alta. Quanto ao Auxílio Brasil de R$ 600,00, deve lembrar que só será pago até o fim do ano.

Emprego, comida

Os auxílios do Governo Federal são decisivos. O próprio Lula desbancou o então PFL no Nordeste com a Bolsa-Família. A situação de agora: em julho, Lula ganhava de Bolsonaro de 60% a 16% entre os clientes da antiga Bolsa Família. Hoje, tem vantagem menor: 53% a 25%. Sua campanha se baseará em casa e comida, dois fatores em que Bolsonaro falhou.

O pai dos pobres

O problema de Bolsonaro é como vê as coisas. Falou ao Flowpack sobre reduzir preços baixando impostos. Seu exemplo: um jet-ski de boa marca saía por R$ 90 mil. Com menos impostos, sai por R$ 80 mil. Feijão, arroz, leite, algum desses preços caiu? Alguém vai comer jet-ski? Lembra a famosa história americana da menina rica que escreveu sobre uma família pobre.

“A família era muito pobre. Todos eram pobres: o pai era pobre, a mãe era pobre, os empregados eram pobres, o motorista era pobre, o piscineiro era pobre”.

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quinta-feira, agosto 04, 2022

Câmara aprova criação de programa para mananciais


 

Câmara aprova criação de programa para conservação e recuperação de mananciais

 

A Câmara Municipal aprovou na sessão desta quarta-feira (3) projeto de lei que cria o Programa Renascentes para recuperação e conservação de florestas e mananciais em Jacareí.

 

O projeto, de autoria do prefeito Izaias Santana, foi aprovado por 11 votos favoráveis – a vereadora Sônia Patas da Amizade (PL) não compareceu à sessão por motivos de saúde; e o presidente da Casa, vereador Paulinho dos Condutores (PL), votaria apenas para desempate.

 

A medida tem o objetivo de oferecer apoio financeiro e/ou técnico para agricultores familiares e empreendimentos familiares rurais, propriedades localizadas em áreas sob maior risco de degradação ambiental, propriedades localizadas em áreas que favoreçam a conservação de serviços de ecossistêmicos, formação de corredores de biodiversidade, conservação dos recursos hídricos, proteção de Unidade de Conservação e Cooperativas Rurais.

 

Poderão aderir ao programa pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam projetos voltados à restauração e conservação de florestas e mananciais, manutenção da biodiversidade e que contribuam com a melhoria da qualidade e quantidade de água disponível, e para a redução da emissão de gases do efeito estufa a fim de conter o aquecimento global.

 

O pagamento por serviços ambientais será realizado através do Fundo Municipal de Meio Ambiente de acordo com a disponibilidade financeira apurada no exercício anterior e por critérios definidos pela Secretaria de Meio Ambiente e Zeladoria Urbana e aprovados pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente.

 

Esporte seguro – O segundo projeto aprovado, também por 11 votos favoráveis, foi de autoria do presidente da Casa, vereador Paulinho dos Condutores (PL), que pretende instituir o Dia Municipal do Esporte Seguro e Inclusivo, evento a ser comemorado anualmente no dia 9 de novembro.

 

O objetivo é estimular a prática esportiva pela população e a inclusão social, com ênfase para crianças, jovens e adolescentes, onde todos deverão estar inseridos sem preconceitos, respeitando as condições de cada um”, disse Paulinho.

 

Tiro esportivo – O último projeto de lei inscrito na sessão dessa semana era de autoria do vereador Abner (PSDB), que retirou a proposta da Ordem do Dia. O projeto pretende criar o Dia dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), a ser comemorado anualmente no dia 3 de agosto.

 

Solenidade – Antes do início da Ordem do Dia o Cerimonial da Câmara realizou homenagem ao Dia Municipal do Motorista Profissional, nos termos da Lei Municipal nº 6.473/2022, de autoria do vereador Paulinho dos Condutores (PL).

 

Este anos foram homenageados Maria Aparecida da Silva, Vanderlei Roberto Lopes, Ângelo Humberto Alves, Célio de Oliveira Santos Areão, Nilson Moreira Soares, William Rodolfo Batista Machado, Carlos Roberto Martins e Everaldo de Azevedo Bastos, profissionais indicados pela Associação dos Motoristas de Vans Escolares de Jacareí, o SEST/SANET (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Sindicato dos Taxistas de Jacareí e SINDICAT (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de São José dos Campos e região.

 

A sessão ordinária foi transmitida ao vivo pela TV Câmara Jacareí nos canais 39.2 UHF Digital, 12 da NET e pelo Facebook na página da TV Câmara Jacareí, e pelo canal do Youtube da TV Câmara Jacareí.