segunda-feira, julho 26, 2021

Louge Bar chega a São José para trazer um novo conceito de gastronomia e entretenimento



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  São José dos Campos , está inaugurando mais um grande restaurante gastronômico na cidade que está em uma das locações mais privilegiadas e belas e românticas da região.

Lounge Bar une a estrutura de um restaurante com opções variadas de happy hour, bem de frente para o Banhado.Localizada na Avenida Anchieta, uma das avenidas mais privilegiadas e nobres da cidade, o novo espaço oferece cardápio exclusivo com vista para aquele que é considerado o mais belo pôr do sol do município e do Banhado.                              
Na hora do almoço, é possível sentar-se à mesa ao ar livre enquanto se experimenta opções do amplo menu da casa composto por pratos com carnes, peixes, frutos do mar e saladas. Destaque para o chamado Anchieta, chorizo angu feito na manteiga de alecrim e alho, servido com mini salada de brotos e maionese de beterraba; e o Lounge Cream, tortinha feita a base de biscoito, creme de chocolate belga branco, chantilly com morango e suspiro.

À frente da cozinha, Pedro Reis, chef de apenas 25 anos. “Encontrei o amor pela cozinha após iniciar um trabalho como garçom. Passei um bom período trabalhando com o chef João Paulo Leal e foi por meio dele que conheci toda a raiz da gastronomia que hoje prático”, afirmou ele que trabalhou em hotéis e se especializou em frutos do mar, após se mudar para o litoral. Hoje, além do 523 Lounge Bar, ele está à frente da Sereia Beach, no Pequeá, em Ilhabela.   

COQUETELARIA

O 523 Lounge Bar conta ainda com uma carta de cerveja e drinks perfeitos para harmonizar com os petiscos da casa, como isca de filé mignon, bolinho de couve flor com molho de maracujá e mel e bolinho de feijoada, entre outras opções.

O Lounge Sour, carro-chefe da casa, leva aperol, gin, limão tahiti e xarope de açúcar; e, para quem prefere clássicas bebidas, estão no menu Bloody Mary, Cosmopolitan, Negroni e, claro, capirinhas originais, como a Cajuzin, com caju, limão tahiti e canela.

 

SERVIÇO

 

O 523 Lounge Bar fica na avenida Anchieta, 523, em São José dos Campos. Aberto todos os dias das 12h às 21h. Serve almoços, jantares e petiscos para happy hour.

 

Acompanhe as novidades no Instagram: @523loungebar

 

PASSA BOI, PASSA BOIADA COLUNA CARLOS BRICKMANN


 

O truque ainda funciona, mas é antigo: os americanos o chamam de “smoke gets in your eyes”, fumaça nos olhos. Escolha um dia de calor, agasalhe-se pesadamente, entre numa loja de móveis e peça um prato feito. Tome o ônibus, queixe-se do cheiro e prometa importar perfume francês, caríssimo, para resolver o problema. Todo mundo vai comentar as loucuras. Enquanto isso, a roubalheira vai comendo solta e passando despercebida. Como dizia o ex-ministro, é a hora de aproveitar e ir passando a boiada.

Criam-se discussões sobre voto impresso, sobre Bolsonaro usar máscara, e enquanto isso se recria o Ministério do Trabalho só para dar um emprego a Onyx Lorenzoni (que será que ele sabe que nós não sabemos?) Em 2018, o Ministério do Trabalho custou R$ 90 bilhões. Aquele general que passou um ano no Rio comandando a segurança e falando grosso agora fala grosso contra eleições realizadas de acordo com a lei, e com o mesmo efeito: zero.

Mas os 15 ministérios prometidos por Bolsonaro já são 28; e seis mil militares se instalaram no Governo, ganhando os soldos mais o salário do cargo. Dilmo (ops, Bolsonaro) soma mais cinco com menos quatro e diz que dá nove. Só se fala nisso, enquanto Ciro Nogueira vira ministro e a senhora sua mãe vai ocupar, como suplente, a cadeira dele no Senado. A mãe e o filho da mãe já se garantiram. Ciro é a prova de que a verdade sempre vence: ganhou o cargo mesmo tendo dito, em 2017, que Bolsonaro era fascista.

Jade comenta

Jade, a linda gata que se notabilizou pela precisão de sua análise política, está confusa: o vice-presidente Hamilton Mourão disse que haverá eleições, com ou sem voto impresso, porque não somos uma república das bananas. Jade gostaria de saber por que, então, de repente, surgiram tantos gorilas.

A chave do segredo

Quando o mundo foi criado, foram criadas também a Ética e a Política, mas como departamentos diferentes. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, e ambas não se misturam. Pensando só em política, o Centrão é coerente: sempre quer cargos e vantagens e não tem culpa de que os governos mudem. Ditadura não é bom: não que se roube menos, mas a partilha é feita de acordo com a vontade dos ditadores. Na ditadura, teve construtora virando empreiteira, teve empreiteira para a qual não pagaram, e como reclamar?

Na briga, o perdedor é sempre o mesmo: o cidadão. O Centrão, pelo menos, não se interessa em acabar com a democracia; e tem a fé inabalável de que, aqui, sempre haverá como negociar com os eleitos. Sabe como é ruim botar fanáticos ideológicos, armados ou não, negociando contratos com multinacionais profissionalíssimas e muito bem assessoradas.

Falta equilíbrio

Bolsonaro está sendo malhado por dizer, em ocasiões diferentes, as frases: “Centrão é o que há de pior no Brasil”, e agora, ao chamar Ciro Nogueira para o Governo, “eu sou Centrão”.

É injusto atacá-lo por dizer a verdade.

Acredite se quiser

Não faltavam nem dois anos para o general Luiz Eduardo Ramos, então comandante militar do Sudeste, se reformar. Mas não resistiu ao chamado de Bolsonaro e assumiu a Secretaria Geral do Governo. Dali foi para a Casa Civil. Seu balanço é bom: coordenou a distribuição de recursos e manteve sua imagem intacta. Mas ocupava um lugar que o Centrão queria. Foi substituído sem saber que estava com a cabeça a prêmio: como disse, sentiu-se atropelado por um trem. Como consolo, fica no palácio ao lado de Bolsonaro, a quem dedica algo incomum na política: um olhar de carinho a quem, imagina, é seu amigo há tantas décadas.

Mortos de ofício

Alguns políticos de oposição, quando foram se vacinar, descobriram que no cadastro no SUS constavam como mortos. Entre eles, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann; Manuela d’Ávila, PCdoB, candidata a vice de Fernando Haddad; Guilherme Boulos, um dos dirigentes do PSOL. No registro de Boulos, nome de pai e mãe tinham sido substituídos por ofensas.

Imprensa livre x JBS

A JBS pediu que o advogado Frederick Wassef abrisse inquérito contra Paulo Tadeu (Editora Matrix), a empresa Paper Excellence e o jornalista Cláudio Tognolli por formação de quadrilha. Motivo: Tognolli publicou quatro livros sobre a JBS. A Delegacia Antissequestro acatou todos os pedidos e por três vezes pediu à Justiça busca e apreensão mais prisão preventiva de Tognolli e Tadeu. Os três pedidos foram negados e nesta semana o TJ engavetou o caso, seguindo parecer do Ministério Público de que as acusações eram “delirantes”. O pano de fundo é a disputa pela Eldorado Celulose. A arbitragem deu vitória à Paper Excellence pela posse da Eldorado. A JBS não acatou a arbitragem e ainda não devolveu a Eldorado.

O caso dos livros foi usado para tentar desacreditar a arbitragem.

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SOB E SOBRE AMEAÇAS com MARLI GONÇALVES


 

Vivendo sob constantes ameaças, e que só aumentam, vindas de todos os lados. Não bastassem as lutas para controlar a pandemia, o surgimento de novos vírus e outras doenças esquisitas, os problemas com energia, água, temperatura, economia, no Brasil vivemos mais um pesadelo, o político. Qualquer homenzinho, ou serzinho verde oliva, agora aparece cheio de marra, e ameaçando a democracia.

Temos muitas dúvidas, perguntas, pedidos de esclarecimentos, e temos ouvido quase sempre as mesmas não-respostas. Repara quantas vezes, nós, da imprensa, perguntamos, perguntamos. “Mas até o momento não obtivemos resposta”. Todo dia. As revelações, gravações, denúncias, fatos e fotos, falas e gestos se sucedem. Parece que estão brincando de governar, e estão; sem rumo. Mas jogam pesadamente pelo poder - e com as nossas vidas.

Para quem já viveu momentos difíceis, apenas uma clareza: antes, sabíamos exatamente o que, quem, como estávamos combatendo ou de quem deveríamos nos defender. Agora, apenas a ignorância grassa e é como se o inimigo morasse ao lado, e possa surgir nos surpreendendo. Os descobrimos entre pessoas próximas, amigos, familiares, numa divisão sem igual. Contaminam todos os ambientes.

Os ataques podem ser tão sub-reptícios que até uma deputada acorda machucada, com fraturas, e sem saber exatamente o que ocorreu denuncia poder ter sofrido um atentado. Muito louco? Não, se pensarmos que agora tudo é mesmo possível, inclusive para quem amigo deles era; e inimigo deles, virou. O que aliás tem sido muito comum: o abandono desse barco que navega sem sentido e em uma tenebrosa maré. Maré obscura, armada, violenta.

Ultimamente, não sei como, descobriram uma palavra que usam para tudo e que duvido saibam exatamente qual o seu sentido: “narrativa”. Escuta só uns minutinhos de CPI. Escuta um minutinho do discurso de justificativas e negações deles. Até o presidente, que não é o maior afeto ao vocabulário humano, outro dia disparou “narrativa” para lá e para cá. Lá vem ela: tudo que os afeta é narrativa incorreta. Só a deles – e que vem eivada de ódio e erros – é que deveria ser ouvida. Tentam adestrar com decorebas os seus bovinamente seguidores, pouco importa o que falam, mesmo que logo depois contradigam-se. O recheio de informações falsas que usam cria uma espécie de hipnotismo, repetições ao molde de treinamento de animais. Contam um conto, aumentam muitos pontos.

Isso não é ideologia, direita, esquerda, volver, nem centro, nem de cima nem de baixo. Para ser ideologia tem de haver inteligência, conhecimento, estudos, lógica, contraposição, debate. Assim a gente descobre porque é tão difícil lidar com eles, são apenas chucros estes que estão no pódio do poder central, ladeados por muitos outros, instalados em outros poderes. Infelizmente, inclusive na imprensa, muitas vezes a pesados soldos.

Agora a questão é duvidar das urnas eletrônicas, pregando o voto impresso, mesmo que se diga e repita a confiança nessa forma de voto. Não deve passar essa iniciativa. Tomara que não. Mas eles inventarão outras ameaças nesses meses que antecedem a eleição do ano que vem, e que infelizmente ainda não nos apresenta uma lista de candidatos fortes o bastante para recolocarem o país nos trilhos.

“Se urnas são confiáveis, dá um tapa na minha cara”, pede Jair Bolsonaro, ao duvidar do próprio sistema eleitoral que o elegeu, sem apresentar provas. Será que vai ser preciso agendar? Pode entrar quantas vezes na fila?

Ele que está pedindo. Nós não ameaçamos, mas ainda creio que saberemos como nos defender.
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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano - Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. Nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.
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domingo, julho 25, 2021

Programa Pense Nisso recebe o prefeito de São José dos Campos Felicio Ramuth


 

Nesta segunda, dia 26 de julho, `à partir das 22:00hs , o programa Pense Nisso comandado pelo jornalista a apresentador Dirceu Plenamente estará recebendo o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth .Dentre diversos assuntos comentados , o prefeito da cidade estará falando sobre o  Aniversário da Cidade que completa no próximo dia 27  de julho, 254 anos. 

O programa é exibido na Think TV com apresentação de Dirceu Plenamente , produção de Luis Faria e  Direção de Cesar Latsch.

A Tv Regional possui atualmente 800 mil assinantes e é transmitida pelos canais NET Claro Canais 25 e 525.

Fique ligado!


segunda-feira, julho 19, 2021

Aroma´s Food com o super chef Guilherme é o convidado do programa do Bilíco!








 A Aroma´s Food chegou para ficar!

Inaugurado desde final do ano passado, uSABDYm novo segmento de lanches e acompanhamentos deliciosos, aterrizou no mercado gastronômico joseense, trazendo um cardápio  inovador e variado para todos os gostos e sabores.
Elaborado pelo competentíssimo chef Guilherme Pereira, os lanches são feitos com ingredientes de primeira qualidade, preservando o sabor, temperatura e crocância.

O horário de funcionamento é das 17h às 23h
Delivery das 17h as 20h após esse horário apenas delivery.

Siga-me no Instagram! Nome de usuário: aromas_food
https://www.instagram.com/aromas_food?r=nametag

Pedidos pelo IFOOD 
Ou Whatsapp ( 11) 9 88225599

Garanta já seu lanche e comente o que achou o seu feedback é muito importante para nós do portal Celebridades In Foco e para o Aroma´s Food

Acompanhe a participação do Chef Guilherme no programa do Bilico onde ele preparou um dos principais carros chefes do Aroma´s Food, simplesmente arrasou !!!!




GANGORRA OU DE PULINHO EM PULINHO COM MARLI GONÇALVES


 


Assim vamos indo, de denúncia em denúncia. Aos sobressaltos. De pulinho em pulinho, na gangorra do sobe e desce, do que vai e do que vem. O título da coluna seria “de soluço em soluço”, e que eu já estava pensando bem antes, vocês sabem de quem, começar a soluçar e dar golfadas. Mas não é sobre a saúde do presidente, pelo menos não só, mas sobre o Brasil e os nossos enormes sustos do dia a dia.

Troquei o soluço pela ideia que estamos saltitantes sobre fogo e subindo e descendo. Uma coisa, uma hora; na seguinte, já não é mais nada daquilo. Pode ser melhor, mas em geral tem sido é pior. Chega a tontear a quantidade de informações que recebemos, vindas das mais variadas fontes. Ultimamente em onoff, ou ainda com sons de claras gravações de voz ou ainda quando assistimos vídeos completos comprovando as barafundas, negociatas. Fora, com CPI a pleno vapor, documentos, e-mails, ofícios para lá e para cá que vêm à luz, de acordo com a maré, investigações ou interesses.

Ah, falei CPI a pleno vapor. Esquece. Apenas fumacinha, brasinhas, pelo menos nas próximas semanas. Que no meio da coisa quente, pegando fogo, eles resolveram entrar em recesso, que férias não é privilégio só dos juízes e apresentadores de tevê importantes. Fuémm.

Um dia está tudo bem, a economia está “crescendo” – e nos mostram percentuais em geral só de zero vírgula alguma coisinha. No outro, surgem as quedas, mas de dados como níveis de emprego, atendimentos, sempre de percentuais com mais números bem gordinhos antes da vírgula do percentual. A verdade é aquela: só procurar que acha. E temos tantas letrinhas pra procurar, PIB, taxas, juros, inflação, projeções e estatísticas que sempre depende se a procura for por notícia boa, média ou ruim. Depende do dia. Tem dados para todos os gostos. Difícil fica é acreditar em alguns.

Na política, a coisa tá louca. Desarvorada. Há dias com uma série de acontecimentos tão quentes que você acha que o governo não vai resistir nem até aquela noite. Você fica que nem maluco tentando acompanhar e entender tudo, vê a terra tremer. Aí a noite chega e nada. Você vai dormir, e quando acorda corre para ver se eles ainda “estão por ali”, e lembra que se não estiverem você até ficaria bastante feliz. Mas, na verdade, tudo recomeça especialmente com os arranjos que são feitos na calada das noites.

Nos últimos dias, o DataFolha disparou a fazer pesquisas e o resultado delas - nada me tira da cabeça - creio que foram as responsáveis por uma boa parte dos soluços do presidente, mostrado em queda livre, perfilado pela maioria da população inclusive como inábil, pouco inteligente, entre outras absolutas verdades reveladas, essas pouco secretas, que no caso não se trata de novela das onze. Entalou. Entupiu. Deu indigestão.

O corpo fala. E o de Bolsonaro estava e está gritando faz tempo. Pelos olhos, pela pele, pelos poros, e até pelos perdigotos. É sabido que soluços podem ter causas psicológicas como ansiedade, tristeza, agonia e depressão. O corpo somatiza. Verbaliza que algo não vai bem na mente. E a cura depende, além de medicamentos, do reconhecimento das emoções e sentimentos. E esse reconhecimento, no caso, não ocorre. Só ejeta ódio. Somatização é coisa séria.

Enfim, todos nós somatizamos em algum momento em nossos corpos os sentimentos estranhos. No caso do presidente, fiquei preocupada porque nas minhas pesquisas aqui descobri soluços associados a histerismo. E, pelo menos por enquanto, os médicos o estão tratando com remédios, ou seja, talvez nem tenha mesmo ver com a facada que levou durante as eleições de 2018. Talvez apenas estejam lhe dando calmantes.

O problema é que essa gangorra toda que estamos vivendo não faz bem a nenhum de nós, que ficamos sem saber para onde correr sem que o bicho pegue – literalmente, se pensarmos no vírus que também não para de pregar peças no mundo todo, com seus vaivéns preocupantes.
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MENTIRA, OU A VERDADE MAL DITA COLUNA CARLOS BRICKMANN


 

De Tim Maia: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco”.

Pois é. Bolsonaro chamava a CoronaVac de “vachina”, e há poucos dias disse que havia algo errado com ela. Enquanto isso, seu ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, negociava a compra da CoronaVac não do Butantan, nem pelo preço de dez dólares a dose: queria obtê-la de intermediários, a US$ 30 a dose – o triplo do preço. A promessa de compra, em 11 de março, está gravada em vídeo, já em poder da CPI. No vídeo aparece também Elcio Franco, aquele coronel da reserva que anda com distintivo de facão cravado numa caveira, seu secretário executivo no Ministério da Saúde. Diz Pazuello, no vídeo: “Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, logo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender nossa população”.

Também no período de Pazuello ministro, as ofertas de vacinas da Pfizer e da Janssen não foram sequer respondidas. Mas uma empresa que jamais trabalhou com vacinas foi recebida com propostas de compra de 400 milhões de doses de um produto indiano, 50% mais caro que os CoronaVac e Pfizer. Um servidor público foi pressionado para aprovar um negócio que considerou errado, e à visita do irmão do servidor, deputado federal bolsonarista, a Bolsonaro - o que acabou levando o caso à CPI.

Recordar é preciso

Lembrai-vos de um gênio brasileiro, Millôr Fernandes: “Jamais diga uma mentira que não possa provar”.

Tira o rei Congo do congado

Há coisas tipicamente brasileiras. A Janssen, multinacional anglo-sueca ligada à Johnson&Johnson, que nas vacinas trabalhou com o Imperial College de Oxford, e a Pfizer, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, não tinham o acesso ao Governo brasileiro de que dispunha uma pequena empresa americana de intermediação.

E quem eram os competentes agentes dos americanos? Um pastor evangélico e um cabo. No futuro, narrar essa história exigirá provas, documentos, ou ninguém vai acreditar nela.

Limpando os cofres

E no Congresso, enquanto tantos parlamentares protestam corretamente contra a tentativa de pagar preços escandalosamente altos por vacinas sem tradição no mercado, fazem passar boiadas inteiras: a já escandalosa tese de fazer com que todos paguem as campanhas eleitorais das Excelências está custando alguns bilhões a mais. A verba luxuosa, de R$ 2 bilhões, cresceu de uma hora para outra para R$ 5,7 bilhões. Briga-se pelo valor pequenino do auxílio de emergência, porque não é possível chegar a R$ 300 mensais a ajuda a quem tem de sustentar a família, mas triplicar o desperdício de verba de campanha, isso não merece nem discussão.

Pior é a falta de vergonha: muitos parlamentares que votaram a favor do escândalo dizem que eram contra, mas votaram a favor porque era preciso ter logo a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias. É mentira: se quisessem, era só votar contra. E, como a bandalheira nunca vem só, a existência da grana fácil estimula os espertalhões a abrir novos partidos, mergulhando na verba pública abundante e gastando à vontade. Com tantos partidos, nenhum Governo chega a montar uma base de apoio: tem de alugar esse apoio, caso a caso, o que aumenta os gastos públicos. Aí é só aumentar impostos.

A ideologia e a fé

O país estimula tanto a criação de novos partidos, dando-lhes dinheiro à vontade (veja o motivo real de brigas como a do PSL com os Bolsonaros) quanto a de novas igrejas, dando-lhes isenção de impostos. Abrir uma igreja exige pouco mais do que imaginação para escolher seus nomes. Como não há diferença entre o que propõem um partido ou outro, não há como achar com facilidade as divergências que levam cada líder a abrir sua própria igreja. O jornalista Helio Schwartsman abriu uma, para mostrar o processo numa reportagem. Foi rápido, fácil e barato: em pouco tempo o repórter era o chefão da Igreja Heliocêntrica, com direito a isenção de impostos para ele e a família. Hélio Schwartsman abriu a igreja, fez a reportagem e fechou-a.

Ou bastaria nomear esposa e filhos para cargos na sua igreja e nenhum mais teria aborrecimentos pagando impostos na vida.

A agroindústria como deve ser

O CEO do AgroReset, Finho Levy, iniciou nesta semana uma série de entrevistas virtuais com formadores de opinião sobre bioeconomia e o agro sustentável. Diálogos AgroReset estreou entrevistando Fábio Feldmann. Depois entrevistou Celso Luiz Moretti, presidente da Embrapa. Outros estão sendo gravados. A série pretende mostrar o agro como setor vital para colocar o Brasil na liderança da agenda global do desenvolvimento sustentável. As entrevistas estão no site https://agroreset.com.br/

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terça-feira, julho 13, 2021

CONSELHO TUTELAR COMEMORA HOJE 31 ANOS DE EXISTÊNCIA



O Conselho Tutelar 31 anos do Estatuto da Criança e do Adolescentes

Em 13 de Julho de 1990, após anos de grande mobilização nacional de cidadãos

comuns e da sociedade civil organizada é aprovada a Lei 8069 que visa garantir os

direitos às crianças e aos adolescentes, mudando, inclusive, a forma em que eram

vistos e tornaram-se sujeitos de direitos.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já se provou eficaz em muitas

situações em que seu público-alvo sofria diversos tipos de violações de direitos,

muitas vezes, praticadas por seus responsáveis e, por meio das medidas de proteção

previstas na Lei, o Conselho Tutelar teve autonomia para poder atuar, protegendo as

vítimas e responsabilizando os infratores.

Porém, apesar de ser um dia de festa em comemoração a tantas vitórias que

essa Lei possibilitou alcançar, há ainda muitos avanços a serem conquistados e,

especialmente, no que diz respeito à priorização e preferência na formulação e na

execução de políticas públicas, por parte do Poder Público, ainda existem muitas lutas

a serem travadas em todo o Brasil e, em São José dos Campos, a situação não é

diferente.

Como propostas de melhorias, anualmente, o Conselho Tutelar realiza uma

reunião de Colegiado, em que os quinze conselheiros do município se reúnem para

discutir os problemas que mais apareceram nos atendimentos e elaboram sugestões

de criação de equipamentos públicos, serviços municipais e políticas públicas para

serem enviadas à Câmara Municipal e, sobretudo, à Prefeitura para apreciação,

conforme determina o ECA como atribuição do Conselho Tutelar: “assessorar o Poder

Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de

atendimento dos direitos da criança e do adolescente” (art. 136, inciso IX).

Tais sugestões são embasadas nos lançamentos do Sistema de Coleta de Dados

do Conselho Tutelar que tem apresentado alguns números alarmantes que nos

desafiam e nos questionam: o que há para se comemorar?

Os artigos dessa Lei tratam de diversos temas que eram negligenciados ou

superficialmente tratados, anteriormente, e pode-se afirmar que, em muitas

frentes, o ECA garantiu importantes conquistas.

Como exemplos podem ser citados: o amplo acesso à educação pública, redução

na taxa de mortalidade materna, criação do Cadastro Nacional de Adoção, criação de

um telefone com número fácil para denúncias (Disque 100), redução da mortalidade

infantil e, até mesmo, a criação de Conselhos Tutelares, dentre outros exemplos.

Todavia, alguns indicadores apontam para a necessidade de um olhar mais

atento da sociedade e do poder público.

Os conselheiros tutelares de São José dos Campos fizeram um levantamento

dos lançamentos entre os anos de 2017 e de 2020, teo como fundamentação as

prestações de contas apresentadas em audiências públicas, e já contabilizaram os

dados de 2021 (até Junho do corrente ano). Foram selecionadas algumas violações de

direitos, as mais recorrentes, e estão apresentadas ordem numérica descrescente:

Negligência: 904 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Negligência (entre 2017 e 2020)

Direito à Saúde: 440 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Dependência Química (somatória do uso abusivo de álcool e outras drogas por

adolescentes e por responsáveis): 400 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Dependência Química (adolescentes e responsáveis):

entre 2017 e 2020

Direito à Convivência Familiar: 295 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Direito à Convivência Familiar (entre 2017 e 2020)

Violência Física: 454 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Violência Física (entre 2017 e 2020)

Violência Sexual: 491 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Violência Sexual (entre 2017 e 2020)

Direito à Educação: 191 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Direito à Educação (entre 2017 e 2021)

Violência Psicológica: 256 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Violência Psicológica (entre 2018 e 2020)

Direito à Vida: 61 lançamentos entre Janeiro e Junho de 2021

Direito à Vida (entre 2018 e 2020)

É possível observar, realizando uma breve análise dos gráficos, que

possivelmente a violação de direitos “Negligência” irá superar o ano de 2020, tendo

em vista que até o mês de Junho de 2021 já foram cadastrados no sistema de coleta

de dados 904 lançamentos, o que corresponde a 71% do que fora registrado em 2020 e

ainda faltam seis meses para o encerramento do ano. Todavia, apesar de ter

apresentado queda na quantidade de negligência em 2020, vale mencionar que foi um

ano atípico, tendo em vista a pandemia do COVID-19 que, devido às restrições de

funcionamento de alguns serviços (que não foi o caso dos Conselhos Tutelares que

atenderam todos os dias, sem interrupção do serviço) e de restrição de circulação

para conter o avanço da contaminação, a população generalizou e não procurou alguns

serviços públicos acreditando estarem fechados, dentre eles, o Conselho Tutelar.

A violação do “Direito à Saúde” ocorre quando o Poder Público não

disponibiliza profissionais da área para atendimento a crianças e adolescente, como

especialistas, por exemplo, ou quando há demora na realização de exames médicos.

Por outro lado, também são contabilizados os casos em que os genitores não

garantem a seus filhos o acompanhamento médico, deixando de levá-los às consultas

ou aos tratamentos que forem indicados pelos especialistas.

A “Dependência Química” consiste no uso abusivo de álcool e outras drogas

por adolescentes e por responsáveis e, nos últimos quatro anos (entre 2017 e 2020),

foram registrados, em média, 765 lançamentos dessa violação de direitos. São muito

importantes políticas públicas consistentes, campanhas frequentes para

sensibilização da sociedade, deliberação social para enfrentamento desse problema

que acaba trazendo outros comprometimentos pessoais e acarretando consequências

sociais.

Apesar da solução da violação do “Direito à Convivência Familiar” ser

definida pela autoridade judiciária, por meio da definição de guarda e de visitas, o

Conselho Tutelar aponta para os problemas que podem ocasionar nos filhos

decorrentes de questões más resolvidas entre os adultos.

Infelizmente, os gráficos da “Violência Física” e da “Violência Sexual”

descrevem um cenário bastante preocupante, tendo em vista que, nessa série

histórica apresentada, entre os anos de 2017 e 2020, houve aumento das ocorrências.

Mesmo 2020 tendo sido ano de pandemia os lançamentos ultrapassaram os do ano

anterior, sendo 94 casos a mais de violência física, totalizando 776 lançamentos; e 226

casos a mais de violência sexual, totalizando 764 lançamentos.

Importante mencionar que apesar de vários serviços que, tradicionalmente,

fazem o reconhecimento desses tipos de violências e comunicam o Conselho Tutelar

permaneceram fechados ou com atividades remotas, como é o caso das escolas, das

creches, das unidades da Fundhas e outras entidades sociais, ainda assim, a tendência

de aumento de um ano ao outro se manteve.

A título de comparação, considerando apenas a quantidade de lançamento de

violência física de 2017 (396 registros) e a quantidade de lançamentos de 2020 (776

registros), houve aumento de 96%.

Servindo da mesma linha de raciocínio, com relação à violência sexual, nota-se

um aumento de 92%, comparando-se 2017 (397 registros) e 2020 (764 registros).

O “Direito à Educação” teve aumento significativo em 2019 (694 registros)

quando comparado à média (428 registros em média) dos anos anteriores (2017 e

2018). Vale destacar que os Conselhos Tutelares não consideram violação de direitos a

falta de vagas em escolas que os pais têm interesse de matricular seus filhos, quando

eles já estão frequentando alguma unidade de ensino. Portanto, o direito à educação

está relacionado à falta de vagas às crianças e aos adolescentes, apesar dos genitores

terem procurado unidades escolares e, ainda assim, não obtiveram êxito para

ingressar os filhos em vaga escolar.

Não foi possível apresentar dados da “Violência Psicológica” em 2017 pois não

constava na prestação de contas daquele ano essa violação de direitos, então,

possivelmente, não estava entre as dez principais ocorrências. Na prática,

anualmente, o que geralmente ocorre é a apresentação das dez primeiras violações de

direitos.

Porém, somadas as violências domésticas (psicológica, física e sexual) o quadro

é bastante preocupante pois há um aumento de lançamentos de violência praticada

por aqueles que deveriam cuidar e proteger. Vejamos:

2018: 1318 registros

2019: 1669 registros

2020: 1952 registros

O “Direito à Vida” é violado quando há ameaça de morte ou tentativa de

suicídio, por exemplo. Apesar de não apresentar números tão elevados quanto às

demais violações mencionadas, o número é muito significativo por se tratar do

principal e mais elementar direito: à vida. A média dos anos anteriores foi de 373

lançamentos e, de forma bastante preocupante, em 2020 foram 145 casos, o que

corresponde a apenas 39% da média dos anos anteriores. Em 2021, em seis meses de

atendimentos, apenas 61 casos chegaram ao conhecimento do Conselho Tutelar.

Considerando que não houve nenhuma política pública notória nesse sentido, que

pudesse ser considerada a razão da queda dos números, e levando em conta a

pandemia, em que muitas crianças e adolescentes têm dificuldade de realizar

denúncia ou não sabem como fazê-la, pode-se afirmar que é um cenário

preocupante.

Visando, cada vez mais, aprimorar o Sistema de Coleta de Dados, que é

utilizado pelo Conselho Tutelar de São José dos Campos desde 2015, foi criado, por

iniciativa do próprio órgão, um novo sistema denominado de “TutelarSys” em que as

violações de direitos, os encaminhamentos realizados, os agentes violadores são

registrados, bem como, a elaboração de documentos interage com o setor

administrativo do Conselho Tutelar, padronizando os instrumentais utilizados pelos

três Conselhos Tutelares, sendo, portanto, um novo marco no registro das violências

e violações de direitos em São José dos Campos.

Esse é um avanço obtido pelos conselheiros tutelares que não mediram

esforços para realizarem capacitações internas para aprimoramento pessoal no uso da

nova ferramenta de trabalho e pode ser visto como um presente ao Conselho Tutelar,

em pleno aniversário do ECA.

A propósito, o Conselho Tutelar, ainda que tenha toda a demanda do cotidiano

de atendimentos, plantões, verificação de denúncias, realização de fiscalização,

participação em audiências públicas levando interesses de crianças e de adolescentes,

busca sempre se atualizar e no início do ano de 2021, por ocasião da Prestação de

Contas referente ao ano de 2020, fez o lançamento do site do Conselho Tutelar, que

veio somar com a página que o Conselho Tutelar mantém no Facebook, trazendo

informações relevantes à população e, sobretudo, promovendo o ECA.

Portanto, nesses 31 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente pode-se

afirmar que muitas conquistas foram alcançadas mas ainda há potenciais desafios a

serem superados e vencidos e que é necessário que a sociedade tome conhecimento

da importância dessa Lei. Por isso os conselheiros procuram sempre promovê-la pois,

infelizmente, sem apoio dos governantes, devido a desconhecimento e

posicionamento contrário a ela, desconsiderando todo o histórico de luta para que

houvesse sua promulgação e os motivos de fazê-lo, tem sido cada dia mais difícil sua

popularização e aplicação na íntegra, favorecendo as crianças e os adolescentes na

garantia e consolidação de seus direitos.

Comissão de Relacionamento e Assessoria de Imprensa do Conselho Tutelar de SJCampos