segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Venha conferir a 1a Edição do Festival de Drinks do Naka Poke Shop







Nada como um bom drink para curtir uma noite agradável ao lado de amigos e quem sabe um grande amor.
E aproveitando muito bem a ocasião, que tal você conferir de pertinho a 1ª Edição do Festival de  Drinks para o verão, que o Naka Poke Shop estará realizando em São José dos Campos, com uma carta de drinks refrescantes e divertidos.
Em pleno verão, não tem nada melhor do que poder aproveitar os dias de sol e as noites mais quentes curtindo uma boa companhia e nossas bebidas favoritas.
O Festival de Drinks no Naka acontece até o próximo dia 29 de fevereiro.
No verão, o mais indicado são coquetéis a base de vodka, Gin, frutas, água de coco, água com gás e gelo.
Conheça abaixo algumas receitas que o Naka Poke Shop preparou para você:
Sake Tea- Um drink que explora a versatilidade do chá mate com sabor do Sake Azuma, Kirin. Uma bebida refrescante e bem leve;
Red Highball-O Johnnie walker Red Highball é a bebida preferida para relaxar no fim do expediente;
Mojito: Dizemos que essa bebida é quase primo da caipirinha. Uma bebida deliciosa que leva rum e folhas frescas de hortelã, o que acaba dando uma sensação refrescante;
Apple Gin Tonic- Uma deliciosa  releitura do classic  Gin Tônic de maçã aromatizado perfeitos para os dias mais quentes;
Classic Gin Tônic:O famoso Gin Tonic e permite inúmeras variações em seu preparo.
Além dos deliciosos drinks, o roteiro gastronômico também oferece deliciosas  opções do Poke, como o temaki, açai, tapioca, e muito mais.
Serviço:
1 Festival de Drinks
Local: Naka Poke Shop
Av. Heitor Villa Lobos, 814 - Vila Ema, São José dos Campos
Horário: A partir das 11h
@nakapoke.sjc

Venha conferir você também!


Reportagem: Eliciane Alves


quarta-feira, janeiro 22, 2020

Parabéns São Paulo, Parabéns?



MARLI GONÇALVES

#spcidadeàstraças. Perdi a conta das vezes em que já usei esta hashtag, vezes em que fotografo, registro e denuncio as condições da região por onde passo ou onde vivo, as árvores tratadas como lixeiras, os abusos, os buracos. As tentativas de contato com o 156, com a Administração Regional...A sensação é a de falar ao vento, ao poluído ar que nela respiramos, conversar com as tais traças
São Paulo, a cidade que tanto amo, está às traças. Esteja onde estiver, se vive ou passou por aqui nos últimos anos sabe muito bem do que estou falando. Aliás está, agora mesmo, nessa estação de chuvas de verão, presenciando todos os dias os carros de bubuia nas enchentes, o lixo, os cadáveres das árvores tombadas sobre as vias, carros, pessoas, o desespero dos moradores retirando com baldes as águas de suas casas e sonhos destruídos.
Estranho como o tempo passa e parece que tudo continua igual, mesmo em meio à tanta modernidade, arquitetura sofisticada, balelas em cima de balelas, contos de carochinha de como São Paulo é cosmopolita, pareceria com Nova York, etc... Há quase 40 anos, cobrindo cidades pelo nosso querido e tristemente hoje extinto Jornal da Tarde, presenciei as mesmas situações, angústias, desabamentos e desmoronamentos, essa população, principalmente da periferia, sofrendo, da mesma forma que hoje ainda vejo, até pior, de forma mais alastrada e cruel.
No feminismo, registro isso em meu livro, aconteceu a mesma coisa: comecei com 16 e, hoje, aos 61, continuamos, nós, mulheres, quase que com as mesmas reivindicações, buscas, situações. Estranho demais ver a vida passar e a gente tendo que repisar os assuntos e dramas, mas na lama, como se uvas fossem, e o bom vinho nunca aparece.
466 anos de vida. Toda cortada, com cicatrizes e buracos terríveis em sua face, a cidade caminha rapidamente para se tornar impraticável enquanto não houver um mínimo de amor verdadeiro por ela, cuidados, zeladoria, mais ação; menos política, mais atuação. Não tem o que tergiversar sobre o básico de suas necessidades. A população cresceu, e os problemas não só se alastraram: se aprofundaram. Saúde, Educação, Transportes, saneamento básico, segurança, meio ambiente. Aponte uma situação, que verificaremos porque não há muito o que festejar em mais este aniversário.
Outro dia, até parei, sozinha, para dar risada, com os meus botões: passando à noite pela Câmara Municipal de São Paulo, vi que eles fizeram daquele prédio carente de beleza e de vergonha, um imenso painel outdoor, propaganda mesmo, que fica ali falando, na projeção digital espantosa, na fachada do prédio, de como eles, vereadores, são legais, preocupados com a população, disponíveis, trabalhadores. É uma coisa horrorosa, gente! Alguém poderia me informar quem autorizou isso, inclusive um desrespeito à uma das poucas leis que foram boas para a cidade, a Lei Cidade Limpa, que proibiu anúncios e aquelas placas horríveis?
(Ok, eu também vejo os postes emporcalhados com anúncios de métodos e trabalhos milagrosos para buscar e manter aos seus pés a pessoa amada, lavar sofá, comprar peixes, reformar cortinas, o escambau. Mas o pessoal da prefeitura não vê não, ah, não vê não!)
Soube que no próximo dia 25, dia do aniversário, haverá, saindo no centro da cidade, com seis horas de duração, o que chamam de um “Grande Cortejo Modernista”, seja lá o que isso signifique, que eles adoram inventar nomes bonitos. Estão investindo pesado em shows variados pela cidade, com palcos, trios elétricos, apresentações nas sacadas de prédios históricos. De modernismo, dois ou três pingos...
Tudo bem. Mas, sinceramente, São Paulo, com suas milhares de pessoas vagando pelas ruas, dormindo em viadutos e pontes, largadas como sacos de lixo, cobertas por papelão, com a violência em todas as esquinas, com sua gente sem identidade, diariamente pendurada como nacos de carne em vagões, nas filas de emprego, dos postos de saúde, lembra-me uma palavra: antropofagia. E não é exatamente a da poética literária e cultural de Oswald de Andrade e da turma de 22.
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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano - Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.
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