domingo, fevereiro 05, 2017

A vida e a trajetória de Doctor Xyss







Dono de uma simpatia ímpar e um conhecimento artístico impressionante, o portal Celebridades In Foco, conversou com o cantor , compositor e arranjador Claudio Aparecida Pereira, mais conhecido como Doctor Xyss, que nos narrou um pouco sua trajetória artistica de sucesso , relembrando grandes trabalhos na telinha e no teatro.
Nascido em agosto de 1960 na Capital Paulista, Claudio mostrou seu interesse pela musica,desde muito jovem, cantando grandes sucessos de Bienvenido Granda, Cauby Peixoto, dentre outros grandes cantores da era do rádio. 
Aos 10 anos de idade começou a participar do coro da Sociedade Espírita que frequentava desde os 4 anos. 
Quatro anos após, formou sua primeira banda de rock com amigos do Jardim Brasil e aos 17 entrou para uma banda já com pretensões de se tornar um profissional da música.
Desde os tempos da abertura política em 1979 nos shows da anistia, passou pelos concertos de rock na década de 80 e a explosão multimídia nos anos 90, colocando sua música a serviço da cultura brasileira.  
Doctor Xyss lançou  seu primeiro álbum solo em 1995 , com o  disco “X-1995”. 
O primeiro álbum com a banda Bandrix aconteceu em meados de 2001 e em 2004 lançou o CD “Estrada” e o seu segundo álbum solo “Sonhos” em 2005.
Já em  2010 , Xyss gravou seu primeiro álbum com a banda “X-Blues & Rock and Roll”, intitulado ”Cabeças Pensantes”.
Músico experiente e de conhecimento ímpar  se apresentou em várias casas noturnas como o Bourbon Street, O Garimpo e shows ao ar livre no autódromo de Interlagos para 25.000 pessoas, na Praça da Paz no parque do Ibirapuera para 40.000 pessoas.além de apresentações  no ginásio do Ibirapuera para 16.000 pessoas e na Praça do Rock para 15.000 e 12.000 pessoas.                                   
Além da música, o também ator, trabalhou nos palcos e na telinha , como por exemplo
TV Globo em “Armação Ilimitada”, na TV Cultura em “Bambalalão” e na TV Bandeirantes em “TV Tutti-Frutti” e no Teatro em “Verdherança”. 
Destacando-se ainda nos comerciais do Banco Nacional de Natal que ganhou profissionais do ano em 1984.
Atualmente dirige seu estúdio de gravações de áudio e atua ao lado da atriz e apresentadora Gigi Anhelli em vários espetáculos voltados para o público infantil.


Confira o bate bola que o portal Celebridades In Foco realizou com este grande artista, que continua arrancando aplausos pelo Brasil e o mundo.

Nome:Cláudio Aparecido Pereira
Localização:Mairiporã-São Paulo
Um sonho:Ver o Brasil se tornar um país de primeiro mundo.
Um medo ou receio:Que o PT volte ao poder.
O que você acha da nossa cultura popular brasileira na atualidade?
A julgar pelo que ouvi agora há pouco, um lixo!...o que está sendo divulgado pela grande mídia para o povo deveria ser considerado crime contra a humanidade, tal o nível de indigência intelectual e desrespeito com a inteligência das pessoas.
Um ídolo:Jimi Hendrix.
Uma decepção:Lula e o PT.
Uma canção:Rain Song do Led Zeppelin.
Se pudesse viajaria para onde?
Lisboa, Londres, Paris, New York, Roma...e depois para outros lugares, Austrália, quem sabe em breve.
Uma saudade:Do meu querido pai, do meu sogro, meu cunhado, do meu tio e padrinho e das minhas tias, além de minha vózinha que se foi em 1994.
Me diga, qual o artista que você gostaria de estar no palco cantando? Led Zeppelin.
Você dividiu o palco com grandes nomes da nossa música, qual o momento mais marcante que você passou?
Foram muitos e eu não sei dizer qual foi o mais marcante, mas agora me passou uma lembrança muito bonita quando fiz um show pela primeira vez com o cantor Elzyo Silver, em 1992, onde apresentávamos o repertório de Elvis Presley e cheguei em cima da hora sem ensaiar com a banda e o show foi perfeito, nós praticamente nos conhecemos sob as luzes do palco, foi emocionante além de um belo show!!!..e quem nos apresentou para a subida ao palco foi o querido Tony Auad (a lenda que apresenta os lutadores de boxe!), lembra dele?
O que você acha da mídia dar espaço pequeno aos artistas que estão tentando divulgar seu trabalho, mesmo estando com tantos anos de estrada?
Infelizmente hoje o que manda é o dinheiro e quem não tem  um produtor que banque a aparição nos meios de comunicação (TV, Rádio e internet em larga escala), o artista praticamente não entra, ficará tocando no barzinho até o fim da vida. outra coisa são os artistas de rock, por exemplo, esses nunca terão o espaço justo para mostrar sua arte, artistas como Lobão, Ciro Pessoa e sua nova banda, a Flying Chair, a despeito de terem uma sólida história no meio musical têm que matar 2 leões por dia para ter seu trabalho penetrando nos canais possíveis, mas constato com alegria que uma nova cena pujante e sólida, com grandes músicos, letristas, arranjadores de rock vem chegando e não tem como barrar, como disse o Belchior:-"o novo sempre vem!". e existe um público novo sedento por essa nova música feita com a alma, com as tripas e o coração, com a garra e a veia que o underground nos faz carregar no peito! 
Um prato:Macarronada!
Quais seus projetos para este ano?
Gravar 5 discos, uns 3 DVD´s e fazer alguns shows com minha banda e vários espetáculos com a Gigi Anhelli em nosso projeto de teatro e música.
Como foi sua participação no programa Armação Ilimitada da Rede Globo, um dos grandes sucessos da década de 80?
Bom, fui contratado em 1986 para fazer a personagem Zeldinha Cristina (uma boneca ET filha da Ronalda Cristina (Catarina Abdalla) com um ET), e levei meu parceiro de trabalhos com bonecos, o Dico Santana (que também é meu baixista) e ficamos lá por 2 anos e gravamos vários capítulos. Eu destacaria o especial de dia das crianças de 1988, episódio fantástico!, a boneca salvou os heróis Juba e Lula (Kadu Moliterno e André de Biasi) de um malvado bandido intergalático. saudade da Andréa Beltrão, pessoa maravilhosa e atriz fantástica, do Jonas Torres, o Bacana, do Francisco Milani, o chefe, além de todos os diretores que trabalhei, o Mario Marcio Bandarra, o José Lavigne  e a galera da equipe técnica e maquiagem, lembro de muita coisa com muita alegria e gratidão em meu coração. 
Você também chegou a trabalhar no programa Bambalalão, para você como é esta experiência de trabalhar com o público infantil?
Trabalhar com as crianças é algo extremamente renovador. todos os dias você se renova ao levar um espetáculo para os pequenos. eles estão lá te esperando com o coração aberto para o que você tem para mostrar e aí a mágica acontece, a troca de energia, o olho no olho, a risada solta. sou profundamente grato a Deus por me permitir dedicar minha vida a levar arte, cultura e informação para as crianças e espero do fundo do coração que eu tenha ao menos plantado uma sementinha de amor nos corações dessas crianças que um dia serão os adultos que conduzirão o mundo.
Um artista de visão tão ampla como você, gostaria de saber sua opinião sobre a onda do funk no Brasil? 
Um desastre para nossa juventude. espero que essa galera aí acorde bem rápido e comece a procurar conteúdo nas músicas que ouvem, pois a música é uma arte que promove o encontro do corpo físico com o corpo espiritual e essa energia liberada pelo funk-carioca está contribuindo para levar a mente dos  jovens pra um estágio próximo a insanidade. é só plexo e cintura, cérebro zero, nada, ou seja, o que deveria elevar está levando para baixo (baixas vibrações planetárias). Não que eu seja alguém que vá condenar quem quer que seja, cada um é dono de si e deve aprender a escolher os caminhos, a mim cabe apenas apontar qual caminho, quem quiser trilhá-lo que o faça. o toque que eu posso dar é o seguinte:-ninguém vai te dar nada de graça, você é que tem que procurar o ouro nesse mundo!
Outra frase que cabe bem nesse contexto é:-Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância. espero que quem estiver lendo essa entrevista sinta que vivemos um momento crucial e que levaremos mais de 50 anos pra consertar o que está errado agora, então só nos resta agir e tirar os jovens da indigência porque esse funk não tem mais pra onde descer o nível. 
Uma musica:Rain Song do Led Zeppelin.
Um show inesquecível?
Bandrix no ginásio do Ibirapuera para 16 mil pessoas, foi fantástico!
Você em algum momento chegou a querer desistir da carreira? 
Nunca!
Que tipo de música você não ouviria?
Bom, por dever do ofício eu não posso deixar de ouvir qualquer tipo de música, mas posso afirmar que esses funks-cariocas eu escuto uma vez e em todas penso que nunca mais ouvirei aquela baboseira.
Na sua opinião falta mais acesso às pessoas que gostam de ouvir a boa música, devido a situação econômica que o Brasil atravessa, ingressos caros, CDs e DVDs poderiam ser mais barateados pelas gravadoras?
O grande problema no Brasil é a economia e com o desastre provocado pela Dilma, quase uma hecatombe, nós levaremos um tempo até recuperar a  atividade econômica, mas tudo passa pela redução dos impostos e uma reforma tributária séria que tire o peso do custo Brasil das costas do empresariado, aí talvez tenhamos discos, livros, peças, shows, tudo num preço justo. não acredito que exista uma falta de acesso a cultura hoje, mas aquele artista que faz uma boa música talvez enfrente o problema de conseguir divulgar seu show no mar de megashows que estão em cartaz e aí o público nem fica sabendo daquele artista.
Qual o seu recado para os leitores do celebridades in Foco
Vamos mudar o Brasil agora!
Fiquem com Deus e lembrem-se:-Quem ousa vence!!!

4 comentários:

  1. Dr Xys é sobretudo um homem com coração sensível e homem do bem. Um privilégio ter conhecido

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  2. Grande artista, lúcida personalidade e um amigo querido!

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  3. O cara só sabe culpar o PT. Funk não é uma boa música, mas o rock, como criador de consciência política, não fica muito atrás, basta ver os roqueiros velhos, tipo o doctor X.

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